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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Isso é um absurdo

Não é uma matéria do dia 1º de abril.
Isso é real.
Fábio Ventura



Cai exigência do diploma de jornalismo


Sérgio Matsuura e Izabela Vasconcelos

O diploma para o exercício da profissão de jornalista já não é mais uma obrigatoriedade no Brasil. Por oito votos a um, o Supremo Tribunal Federal considerou incompatível com a Constituição a exigência da graduação em jornalismo para o exercício da profissão, em votação do recurso Recurso Extraordinário 511961, nesta quarta-feira (17/06).

Os ministros Gilmar Mendes, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Eros Grau, Carlos Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso de Mello votaram contra a exigência. Apenas Marco Aurélio Mello votou a favor da obrigatoriedade do diploma.

No início da sessão plenária, as teses se dividiram entre a posição defendida pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo e o Ministério Público Federal (MPF), contra a obrigatoriedade do diploma, e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj), com o apoio da Advocacia Geral da União, sustentando a exigência.

Gilmar Mendes, relator do recurso, defendeu a autorregulação da imprensa. “São os próprios meios de comunicação que devem definir os seus controles”, afirmou.

Mesmo sem a exigência de diploma, os cursos de jornalismo devem continuar existindo, argumentou Mendes. “É inegável que a frequência a um curso superior pode dar uma formação sólida para o exercício cotidiano do jornalismo. Isso afasta a hipótese de que os cursos de jornalismo serão desnecessários”, avaliou.

Fonte: www.comunique-se.com.br , 17/06/2009.

sábado, 13 de junho de 2009

13 de junho - Dia do Santo Antonio


Mais um dia dos namorados. Solteiro. Fato.

Não é por opção.
Tenho a impressão que as mulheres não sabem o que querem.
Não acredito na frase que diz que os opostos se atraem. Isso é balela.
O que atrai é a beleza física, um comportamento ético, boa fala, dinheiro, às vezes.
Se você é feio, fala “pobrema” e vive duro é melhor que não saia de casa.
Passei muito rápido pela fase de tentar entender as mulheres. Hoje eu deixo rolar.
Ceder. Num relacionamento você precisa conjugar muito esse verbo.
Eu ainda não aprendi esse capítulo.
As mulheres sabem ser.
Elas podem tudo.
Cheirosas, envolventes, sedutoras, tímidas, fogosas, estudiosas, carinhosas, recatadas, depravadas, presentes.
Elas foram Geisa, Ju, Michelle, Bia e Taciana. Cada uma delas deixou sua marca em mim.

Sábado à noite. Dia de ir pra guerra.
Santo Antonio me trará sorte? Eu creio. Assim seja.

Forte Abraço,
Fábio Ventura

Twitter: http://twitter.com/fabioventura

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Qual futuro?


O caso Isabella ainda é um mistério para a polícia [vide a data que publiquei a crônica. Espero que seja feita justiça o quanto antes]. Não sei se torço para que o pai, Alexandre Nardoni, seja o culpado, pois assim a prisão seria continuada a ele, ou por uma terceira pessoa, que segundo o Nardoni teria invadido o apartamento e arremessada o corpo da menina. Nesse momento a polícia já descobriu que a criança foi asfixiada, espancada e depois jogada do sexto andar.

Algumas semanas atrás eu li no jornal O Dia, do Rio de janeiro, a reportagem que mostrava uma menina de dez anos que fora estuprada pelo avô de 71. Na delegacia, o senhor [lê-se safado] diz que não resistiu aos desejos sexuais.

Ainda sobre casos envolvendo crianças, conheço uma pessoa que trabalha em hospital público. Ela me contava que durante o plantão no final de semana passada chegou um bebê de um ano e três meses com sinais de estupro. A mãe gritava e dizia que o culpado era o pai.

Neto, 17 anos, mata sua avó a facadas porque a mesma não teria dinheiro para emprestar. Filha, que desejava os bens da família, combina com seu namorado de assassinar seus pais [caso Richthofen]. Bebê é encontrado boiando no rio dentro de um saco plástico em Minas Gerais. “Playboys” espancam empregada doméstica, no Rio de janeiro. Ela estava indo trabalhar quando o grupo de jovens [classe média alta] passou de carro em frente ao ponto de ônibus onde ela estava e deram uma surra. Na delegacia eles declararam que fizeram isso por que a confundiram com uma prostituta.

Quer dizer que se realmente fosse uma prostituta eles poderiam bater?

“Mas, por quê?” como se existisse uma resposta para tudo isso ou então se há motivos que leve alguém a cometer coisas desse gabarito.

A verdade é que o mundo está de cabeça pra baixo.

Isso não é de agora. O problema é que os casos, a cada dia que passa, acontecem com mais requintes de crueldade.

Dentro dos jornais impressos estão estampados na página com o título “cotidiano”.

Não vemos a luz no fim do túnel.

O último apaga a luz.

Forte abraço,

Fábio Ventura

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Maresia


Sábado, 23/02, fui pela primeira vez ao Circo voador no Rio de janeiro. Lugar este que já foi abrigo da Legião Urbana, Barão vermelho, Cazuza...

Estava acontecendo à liga de Mc’s. Um desafiava o outro em rimas.

No final do encontro a esperada apresentação do Marcelo D2.

Eu já sabia que se tratava de um evento “alternativo”… Não muito a minha praia.

Na entrada do local os seguranças somente observavam se você portava material metálico...

Você com certeza já ouviu a expressão “de graça até injeção na testa” e foi assim. Eu ganhei ingressos e participei sem descolar nada da carteira.

O pior ainda estava por vir. O barato saiu caro.

As apresentações (torturas) começaram por volta das 23h.

Eu achava que não gostava só de forró e músicas baianas mas descobri outra modalidade pior: Rap.

Não quero me prender ao estilo musical, mas sim no que eu presenciei naquele lugar.

Por algumas horas eu tive a impressão de que já fora legalizada a maconha em nosso país e eu ainda não estava sabendo de nada.

Pessoas andando tortas, alteradas, drogadas por todos os lados.

O mc(que não vou lembrar o nome de jeito nenhum) do palco debochava: “Huhuuu! Eu já posso sentir a maresia daqui de cima”.

Dei por mim que estava no lugar errado, na hora errada.

Tentei agir o mais natural possível e não deixar nada atrapalhar minha noite. A máscara caiu em alguns minutos.

O carinha do meu lado tragou um, dois, três, quatro, cinco, seis cigarros de maconha. Ufa. Me retirei (obrigado) para respirar. Lá fora avistei algumas pessoas pulando o muro e entrando no local sem passar pelos seguranças.

Hoje a “droga” está na praia, no colégio, no trabalho... em todos os lugares. Sou contra.

Querem saber o final da história? Eu e meus amigos ficamos com dor de cabeça e não nos restou outra solução a não ser a nossa retirada do local. Sim! Nós perdemos o Show do Marcelo D2 pela falta de respeito das pessoas que estavam ali.

Acreditem ou não. Eu voltei para casa pensando em escrever esse texto.

Estou curioso para saber o seu ponto de vista. Você teria a mesma reação que eu? Você é a favor do uso e do tráfico de drogas?

___________________________

Valeu pelas participações na crônica anterior. Bateu recorde por aqui!

Forte abraço,

Fábio Ventura



quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Estrelas

Dizer que eu não gosto do big brother Brasil seria hipocrisia minha. Confesso que não tenho tempo de assistir todos os dias mas no dia seguinte quero saber o que aconteceu.

Não. Eu não teria coragem de participar.

Acho graça dos participantes que estão lá dentro e dizem "eu não quero me expor" ou então "quero me reservar". Como isso? Numa casa com mais de 50 câmeras fica difícil.

Vale tudo pela fama? E que sina é essa das pessoas quererem ser famosas?

Quantas vezes nos deparamos com matérias que não são notícias? A quem interessa saber que a Preta Gil levou um caldo na praia da Barra (veja o vídeo no final)? Ou então que Fernando e Natália foram pra debaixo do edredom. Vai dizer que você não sabe que eles são os novos “famosos” do BBB8?






Fracassado que vai morrer lembrando que um dia apareceu na Globo. Veja como o GC da Rede tv classificou o participante do BBB.




A imprensa da fofoca vive em função de suposições e mentiras.

Na rede TV, por exemplo, quase todos os programas são de explorações aos artistas.

Todo mundo quer ser famoso. É moda.

Me dá raiva dessas mães que levam seus filhos para a televisão desde crianças.

Tem coisa mais ridícula do que ver o apresentador Raul Gil brincando com elas no palco a troco de audiência? “Agora eu quero ver se você consegue falar boa tarde auditório!!” ou então “Fala Pindamonhangaba” e nós em casa ficamos morrendo de rir, para não chorar.

A televisão é um mundo falso e lúdico.

A mulher faz uma lipoaspiração, toma “bomba”, coloca botox, silicone, implante de cabelo, clarea os dentes e é convidada para posar nua. Em sua primeira entrevista esta é questionada sobre sua profissão. Ela enche a boca e diz: “sou modelo-apresentadora-atriz”.

Quer mais?

Eu não sei o que acontece, mas você já reparou nas namoradas do cantor Belo? Impressionante. Depois todas elas viram capas de revistas. Dá um up no currículo. O cara tem uma voz de taquara roca, cabelo sei lá o que, pesa 60kg, ficha criminal e mesmo assim só namora modelos.

E nós? Há! Nós acompanhamos tudo isso porque adoramos saber da vida dos outros.

Eu disse nós?

Às vezes eu acho que o sindicato dos jornalistas anda com uma venda nos olhos.

A Ivete Sangalo foi chamada para fazer novela na Rede Globo mas foi proibida pois não tem o registro de atriz, porém foi convidada para apresentar um programa. Ora bolas! Novela não pode e apresentar programa pode?!

Helen Jabour repórter do Vídeo show, namorada do Rodrigo Santoro. Essa garota é formada em comunicação?

Claudia Leite, do Babado Novo, declarou que está “aberta” a convites para televisão. Sempre achei essa menina muito "forçada". Ela quer ser Ivete Sangalo quando crescer.

Luciana Gimenez. Bom. Nesse momento tenho vontade de rasgar meu diploma.

Vamos mudar de assunto.

video

Na crônica anterior comentaram até nesse momento: Anderson Barbosa, Renata Flores, Vinicius de Oliveira, “leão the blogger”, Rebeca, Paulo Bacalhau, Elisabete Cunha, Wagner Lannes, Anderson Borges, Cris e Nando Damázio. Obrigado

Forte abraço,

Fábio Ventura